Multicampeão é segundo na corrida 1, enquanto seu filho vence a primeira e é segundo na segunda
Maior patrocinadora do esporte a motor no mundo, a Shell segue como a força a ser batida na Copa Truck com a dupla de pai e filho formada por Felipe e Nic Giaffone.
Os companheiros de equipe chegaram a Santa Cruz do Sul na liderança dos seus respectivos campeonatos e deixam a pista do interior gaúcho nas mesmas condições.
Felipe foi segundo e 11º neste domingo de muita luta, quando seu equipamento não teve o melhor desempenho e mesmo assim ele usou toda experiência para travar a concorrência e pontuar com autoridade, até uma quebra de câmbio no fim da corrida 2 o tirar das primeiras posições.
Nic Giaffone teve mais uma jornada quase perfeita. Depois de amealhar todos os pontos em jogo em Campo Grande, fez pole, venceu a corrida 1 sem ser incomodado e teve um formidável avanço na segunda bateria, saltando de oitavo no grid para segundo na bandeirada. Ele é o líder na classe Elite.
Felipe Giaffone alinhou o truck #4 patrocinado pela Shell em terceiro no grid e Nic Giaffone o pole na categoria Elite.
Quando o pace truck recolheu para o procedimento de largada, Felipe defendeu bem a linha interna, colou no pole e avançou para a vice-liderança. Nic emergiu da primeira curva em primeiro na Elite, enquanto Zini fechou a volta inicial em 17º.
Na abertura da volta 2 Felipe foi atacado por fora na reta principal e respeitou o espaço do adversário, caindo para terceiro lugar.
Com os dois ponteiros destacado na frente na volta 5, Felipe tratava de administrar o terceiro posto. Então o safety-car foi chamado em virtude de um caminhão apagado no gramado ao lado da curva 3.
Na relargada o segundo colocado fumou ao atacar o ponteiro e logo perdeu rendimento. Giaffone avançou de volta para o segundo lugar, bastante pressionado por Danilo Dirani. Nic já alcançava o pelotão da PRO liderando com tranquilidade na Elite.
O safety-truck mais uma vez precisou entrar na pista, para resgate de outro caminhão parado na área de escape da curva 1.
A relargada veio com menos de 5 minutos de prova, com o mesmo panorama: liderança tranquila de Nic na Elite e seu pai muito pressionado defendendo o segundo lugar no geral.
Na volta 13, a penúltima da prova, Dirani chegou a emparelhar no fim da reta. Felipe bancou a trajetória por dentro e eles fizeram a primeira curva lado a lado. O multicampeão prevaleceu por milímetros na freada da curva 3. Na volta final o concorrente novamente atacou por fora no mesmo trecho. Mas alargou a trajetória na tomada da curva e Felipe segurou a segunda posição até a bandeirada, prevalecendo no maior pega da etapa.
Nic por sua vez converteu pole em vitória na Elite, liderando todas as voltas da prova sem ser ameaçado.
Com as inversões dos grids, Felipe alinhou em sétimo na PRO e Nic em oitavo na Elite.
O pelotão se acomodou com segurança e o #4 não teve como conter ataque de Beto Monteiro na segunda curva. Nic era sétimo na Elite, pacientemente lendo a linha dos concorrentes para atacar no momento adequado. Logo o #31 avançou para sexto.
A disputa na Elite esquentou na volta 3 e Nic foi hábil para ganhar mais uma posição, entrando no top5. A seguir superou mais um concorrente, para ser quarto.
A pouco mais de 6 minutos da abertura da volta final, um competidor no top5 aparentemente ficou sem freio e parou seu caminhão em lugar seguro no gramado. Felipe avançou para sétimo. E Nic por sua vez vinha em batalha franca e aberta pelo segundo lugar na Elite, emparelhado com o #44. A pressão surtiu efeito a três minutos da volta final, em bela manobra do #31 no fim da reta. O líder tinha mais de 5s de vantagem, e restavam três voltas para Nic manter 100% de aproveitamento como piloto Shell.
Já Felipe perdeu rendimento, abrindo a penúltima volta em 11º, a mesma posição em que recebeu a bandeirada. Nic terminou em segundo lugar na Elite.
A próxima etapa da Copa Truck acontece no primero fim de semana de maio, em Cascavel.
O que eles disseram:
“Foi difícil, o caminhão teve alguma coisa que o deixou difícil de guiar. Até conseguimos esse bom segundo lugar na primeira corrida, mas na segunda a alavanca do câmbio acabou quebrando e fiquei preso na quinta marcha, sem ter o que fazer. Foi uma das corridas mais difíceis que fiz nos últimos 10 anos. Precisamos melhorar bastante e ver se alguma coisa quebrou no caminhão. Agora é revisar isso e ir para próxima. Feliz pelo Nic, que mandou bem”.
Felipe Giaffone
“Foi uma das etapas mais difíceis. Completamente no escuro desde sexta-feira em relação a fumaça. Caímos em dois treinos, sobrevivemos ao terceiro, fizemos a classificação também no escuro, meu pé tremia no pedal enquanto fazia a volta, por medo de queimar por emissão. Estou feliz por conseguir primeiro e segundo aqui, numa pista difícil de passar. A ideia é manter a cabeça no lugar, pé no chão sem empolgar. O objetivo é ser consistente, então a ideia não é de vencer todas, mas de sempre estar ali na frente. Se der para vencer, perfeito, mas senão, vou tentar buscar a maior quantidade de pontos possíveis”.
Nic Giaffone
Luis Ferrari
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